QUASE UM DIA TRISTE



Mais ou menos no ano 2003. A Ji, Mauro, Lucas e Laura estavam almoçando em casa, todos muito alegres como sempre, era um domingo, coloquei as travessas na mesa com a refeição e refrigerantes, assim já estávamos almoçando quando vejo uma abelha voando sobre a mesa, então eu disse:
- Lucas e Laura tomem cuidado com a abelha, poderá entrar na latinha, e também poderá pica-los, hoje o dia esta muito quente, as abelhas ficam mais bravas.     
Tudo corria bem, terminando o almoço agora com a sobremesa as crianças começaram ficar com sono, ainda costumavam tirar uma soneca após o almoço, então eu disse para Ji:         
- Ji se você quiser pode ir, eu dou um jeito na cozinha, eles foram saindo e eu fui guardando as sobras, foi quando eu peguei uma latinha de refrigerante que estava na mesa, estava bem pesada eu pensei judiação jogar fora esta cheia vou tomar e virei na boca, tomei uns goles quando sinto uma dor muito forte na garganta, corri no tanque e comecei a forçar o que tinha na garganta, coloco o dedo na garganta, coloco novamente, torno colocar, a dor é insuportável, até que coloquei para fora a famosa abelha, (sabe que eu não havia pensado na abelha), fui falar com o Jair que não deu bola dizendo:           
- Claro que dói, quando a gente leva uma picada no braço dói muito, mas logo passa.          
O tempo foi passando e eu piorando, após uma hora mais ou menos eu já não engolia nem a saliva, estava ficando difícil falar, peguei um pano para enxugar a saliva que vinha, pois não engolia mais, nesse interim tocou o telefone, fui atender era a Jimena perguntando, se tinha ficado um sapatinho da Laura, se não estivesse em casa estaria no assoalho do carro, ou caiu  na rua eu pouco murmurei, ela falou:   
-  A senhora esta bem? Quase não entendo o que a senhora esta falando!    
Com sacrifício consegui falar alguma sobre abelha.    
- Cadê papai?      
- Está deitado.   
- Chame-o.
Assim ele chegou, ela ficou muito brava.  
- O que esta esperando para levar mamãe para hospital?
Fomos ao hospital, quando cheguei veio um Dr japonês muito novinho eu até pensei  que fosse algum estudante, mas graças a Deus ele foi muito preciso, me atendeu com muita rapidez. Eu não conseguia falar, fiz gestos e o Jair completou, imediatamente o dr chamou a enfermeira com urgência com soros e remédios. Em três minutos eu já estava sendo medicada e o dr ficou do meu lado fazendo perguntas até eu poder respondê-lo que era o sinal que estava melhorando, nesse momento a Ji as crianças e o Mauro chegaram, ficaram contentes com a minha melhora, e o Doutor disse ao Jair:      
- Sr Jair com cinco minutos seria óbito, o veneno estava atacando o pulmão e coração, a picada foi na parte mole da garganta, o efeito do veneno é muito rápido.       
Tenho que agradecer a Deus, ao médico pela presteza e atenção para comigo, e a Laurinha que tão pequenina derrubou seu sapatinho para encaminhar a salvação da sua Avó.
As coisas acontecem, mas as mãos de Deus conduz tudo para terminar bem..
Obrigado!!

Comentários

  1. Nossa que perigo! Ainda que Laura perdeu sapato!! Continue nos presenteando com seus textos!!Bjs

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  2. Oi Andréia, o perigo foi grande mas, como sempre tenho uma proteção......

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