Oi amigos eu acho que sou uma pessoa atemporal, ora estou com 81 anos ou 5 ou 6 anos.
Se fosse alguns anos atrás, ora chorava, ora sorria.
Graças a Deus não tenho chorado mais, é que estou mais estável, pois me sinto uma borboleta
livre voando o tempo todo.
Então voltemos a 75 anos atrás....
Voltando a falar de mim, no ano de 1942 ou 43, eu era a unica mulher no meio dos homens, (tirando mamãe e titia Antonia), comecei fazer serviços domésticos, apesar de pequena ia tomando o jeito.
Depois de um tempo, não sei quanto, mamãe resolveu voltar para casa, para titia descansar, já estávamos mais crescidos, mamãe continuava trabalhando durante o dia e á noite adiantava o almoço para o dia seguinte. Estava difícil, além da comida tinha que lidar com a roupa; lavar passar etc.
Depois de um certo tempo veio á ideia, embora eu ainda pequena comecei a cozinhar, o fogão de lenha, difícil de acender, panelas quase todas de ferro, mas tinha algumas de alumínio, enfim eu passei a cozinhar,para alcançar o fogão tinha que colocar uma caixa de madeira.
Como eu não era santa e nem adulta...
Um dia enquanto mamãe trabalhava, eu brincava na casa de uma amiga, quando escuto o apito da
Brasital;
- Meu Deus! Onze horas!!
Eu não tinha acendido o fogo, então também não tinha comida, corri para casa e não sabia o que
fazer, naquele tempo não tinha panela de pressão, corri para o quintal falar com dona Alzira, vizinha do lado que tinha pensão, contei que o feijão estava duro, (mal ela sabia que o feijão estava cru) o
que eu poderia fazer para amolecer, ela disse;
- Jacyra, quando o feijão não amoleceu o suficiente, você poe uma pitada de bicarbonato, que é igual
a uma pontinha de colher de café.
Agradeci, corri pra dentro e pensei se uma pitada ajuda....virei o pacote na panela. No pacote devia
ter umas quatro ou cinco colheres de sopa, tapei a panela, assopra o fogo, nada de labaredas, meu pulmão já estava chiando, começou ferver o feijão, começo temperar o arroz, eles chegaram...tantararam, meu coração acho que se ouvia lá na banda Sete, que ficava na esquina de frente do armazém do Sr Luis Nastri, Bumbum, Bumbum, parecia que nem o fogo aquecia, nunca gastei tanto sopro, meu irmão entra, eu nem respiro e ele vai direto na panela do feijão, para ver o que tinha de bom, quando destapa a panela só sai espuma verde, parecia caldeirão da bruxa, ficou bravo e eu
tive de contar a verdade, andei levando uns safanões.
Não me lembro oque eles almoçaram.
Se fosse alguns anos atrás, ora chorava, ora sorria.
Graças a Deus não tenho chorado mais, é que estou mais estável, pois me sinto uma borboleta
livre voando o tempo todo.
Então voltemos a 75 anos atrás....
Voltando a falar de mim, no ano de 1942 ou 43, eu era a unica mulher no meio dos homens, (tirando mamãe e titia Antonia), comecei fazer serviços domésticos, apesar de pequena ia tomando o jeito.
Depois de um tempo, não sei quanto, mamãe resolveu voltar para casa, para titia descansar, já estávamos mais crescidos, mamãe continuava trabalhando durante o dia e á noite adiantava o almoço para o dia seguinte. Estava difícil, além da comida tinha que lidar com a roupa; lavar passar etc.
Depois de um certo tempo veio á ideia, embora eu ainda pequena comecei a cozinhar, o fogão de lenha, difícil de acender, panelas quase todas de ferro, mas tinha algumas de alumínio, enfim eu passei a cozinhar,para alcançar o fogão tinha que colocar uma caixa de madeira.
Como eu não era santa e nem adulta...
Um dia enquanto mamãe trabalhava, eu brincava na casa de uma amiga, quando escuto o apito da
Brasital;
- Meu Deus! Onze horas!!
Eu não tinha acendido o fogo, então também não tinha comida, corri para casa e não sabia o que
fazer, naquele tempo não tinha panela de pressão, corri para o quintal falar com dona Alzira, vizinha do lado que tinha pensão, contei que o feijão estava duro, (mal ela sabia que o feijão estava cru) o
que eu poderia fazer para amolecer, ela disse;
- Jacyra, quando o feijão não amoleceu o suficiente, você poe uma pitada de bicarbonato, que é igual
a uma pontinha de colher de café.
Agradeci, corri pra dentro e pensei se uma pitada ajuda....virei o pacote na panela. No pacote devia
ter umas quatro ou cinco colheres de sopa, tapei a panela, assopra o fogo, nada de labaredas, meu pulmão já estava chiando, começou ferver o feijão, começo temperar o arroz, eles chegaram...tantararam, meu coração acho que se ouvia lá na banda Sete, que ficava na esquina de frente do armazém do Sr Luis Nastri, Bumbum, Bumbum, parecia que nem o fogo aquecia, nunca gastei tanto sopro, meu irmão entra, eu nem respiro e ele vai direto na panela do feijão, para ver o que tinha de bom, quando destapa a panela só sai espuma verde, parecia caldeirão da bruxa, ficou bravo e eu
tive de contar a verdade, andei levando uns safanões.
Não me lembro oque eles almoçaram.
Valeu a tentativa, mas vc era muito pequena, tenho certeza que sua tem muito orgulho de vc, pela mulher que vc se tornou, eu te admiro muito minha amiga! ❤❤
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