ESTA EU TENHO QUE CONTAR


Lá pelos anos 1951 ou 1952, eu tinha quinze ou dezesseis anos era uma flor desabrochando, despertando cheia de sonhos, e ilusões. Mas não e isso que eu ia contar desculpe, quando escrevo começo a sonhar.
Eu tinha uma amiga, aliás, ainda tenho, graças a Deus ela ainda é viva, eu sempre a chamei de Lurdes Espanholinha, seus pais eram espanhóis, Dona Maria e Sr Geraldo.
Voltando a Lurdes, ela foi e sempre será ótima costureira, muito caprichosa.
Naquela época, ela costurava roupa infantil, roupas finas. Semanalmente eu a acompanhava nas idas para São Paulo, levávamos cada uma um pacote e assim trazíamos outro pacote, entregávamos a pronta e trazíamos a cortada, o pacote era grande e pesado, más só a Lurdes costurava.
No trem era um caso, homens marotos sempre existiram aquele tempo também tinha, então nós nos preveníamos colocávamos alfinetes na gola da nossa roupa se tivéssemos a gola, ou no pacote das roupas que iria ser costurada, era para emergências, quem ficasse na ponta do banco ao lado do corredor...sofria.
Às vezes ficávamos uma de frente a outra, não tinha escolha então logo que o trem começava a sair, chegava um homem e já encostava no nosso ombro e com o balanço do trem ia nos Incomodando.... chegou a hora da emergência, pegávamos o alfinete, passávamos a mão no cabelo e tcham enfiávamos no homem, num segundo eles sumiam  nos morríamos de rir nunca  algum homem veio reclamar.
Meus netos acham graça de eu falar Lurdes Espanholinha, eles não a conhecem, ela mora em outra cidade, mas já está combinado, logo serão apresentados.

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