Meu avô:
Miguel Franco Tápias Villoslado, minha avó Emília Anéias Ruiz.
Filhos: Emília, Antônio, Miguel, Ana, Antônia,
e Maria Ângela.
Trabalhou no interior de São Paulo em fazendas
de café. Meu pai contava que era muito difícil o idioma e não se entendiam,
plantação de café também não conheciam, então eram maltratados; eles e os
outros imigrantes de outras nacionalidades, mas a maioria era espanhola.
Assim o tempo foi passando, minha avó chegou
ao Brasil grávida de Amélia, mais tarde veio Jose, e por último Francisco,
apelidado de Paco.
Passados alguns anos terminou o contrato e
vieram para São Paulo, mas em curto tempo chegou uma epidemia Gripe Espanhola.
Me contava tia Antônia que na época ela era
criança e que todos adoeceram; faleceu minha avó e alguns filhos. Ficaram meu
avô, meu pai (Miguel), Angelina, Amélia, Antônia e Francisco (Paco).
Como faleciam muitas pessoas, elas eram
sepultadas em valas, com isso meu avô perdeu a noção de onde estavam enterrados
os corpos da família.
Continuaram em São Paulo com muita dificuldade
e muita dor.
O tempo passava... duas tias casaram-se em São
Paulo, Angelina e Amélia. Agora viúvo e com a família menor vieram para São
Roque: o meu avô, papai, tias Ana, Antônia e tio Paco. Trabalharam em chácaras
de vinhas - era o que mais eles conheciam, mais que o café.
No decorrer desse tempo, papai e os tios já
estavam adultos. Tia Ana conheceu um jovem espanhol com o nome de Miguel
Melhado, depois de um namoro curto, casaram-se e foram para S. Paulo. Tiveram
os filhos: Emília, Ele Nice, Miguel e Marilene.
Tia Antônia casou-se com um imigrante
italiano, chamava-se Esmeraldo Silvio Giuste, e continuaram morando em São
Roque. Não tiveram filhos, mas criaram dois sobrinhos, filhos da tia Amélia que
faleceu muito cedo.
Imigrantes antigamente era tratado muito mal, bem interessante a estória da sua família. Oi td bem 😘❤
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