Sonho ou outra viagem

  Este relato ocorreu no dia 20 do corrente mês.

 

   Sonho ou viagem?

   Eu acho que foi uma viagem até eu não compreendi, se seria eu, ou eu seria outra pessoa?

 

   Me refiro então... a minha mãe não podia ser, porque ela era viva quando eu nasci, quem sabe alguém...de mais tempos atrás.

 

   Vamos ao inicio da viagem!

 

   Me deito para dormir , e para mim logo já estou em outra casa, era uma casa vazia, chão de

tijolos bem lavados, alguém me acompanhava.. eu penso ser a minha avó Enriqueta, eu

não via seu rosto, mas pelas roupas, pelo andar bem lento..eu...penso ser ela.

 

   Nesse momento batem a porta...fui atender, era duas crianças, um menino e uma

menina descalços, roupas bem gastas, e o menino fala para mim:

 

   - Moça eu posso pegar aquela caixa que esta debaixo do banco?

 

   Enquanto eu coloco a cabeça fora da porta para olhar a tal caixa, as crianças entram correndo 

para dentro da casa, junto com as crianças entra um gatinho todo rajado de cor cinza, mais tão

magrinho que dava dó, eu acho que ele não era das crianças, mas qualquer criança quando

avista um animalzinho só na rua, correm agrada-lo. Deve ter acontecido isso, o gato por sua vez

achou que arrumou um dono, e entra atrás das crianças.

 

   No momento que olho na rua, aí eu vejo o banco, um pedaço de tora,( tronco de árvore)

cortada ao meio bem  de baixo da janela da sala onde a minha avó tinha uma máquina de

costura. Meu Deus aqui é a casa da nona, as crianças correm de comodo em comodo,igual         um serelepe, ( esperto, ágil ) o gatinho que nem louco miando atrás !

 

   Abro a caixa que tenho em mãos, e ela está vazia, talvez o próprio menino bolou essa idéia!

 

  Vou atrás das crianças, tinha que andar devagar pois a senhora que não vi o rosto, que penso

que seja a nona, anda muito devagar, cada comodo que chego as crianças já passaram, chego

na escada que vai para o quintal!

 

   O quintal não era o da nona, e nem meu, era fechado com muros,  as crianças sumiram o

gatinho também, o quintal era de terra e tinha três panelinhas, amassadas e bem sujas e

Junto ao muro tinha um morrinho de terra...então eu deduzi o seguinte:

 

   As crianças estiveram no quintal com as panelinhas e acharam a porta da cozinha fechada com suas panelas rasparam o chão, fizeram o morrinho, pularam o muro de volta, saíram pelo portão, aliás existia dois portões, o que passava a charrete, e o portão para pessoas, colocaram a caixa debaixo do banco na calçada e vieram bater na porta, me fizeram de boba, eu também acho que talvez eles imaginassem que a pessoa que talvez fosse á nona estivesse sozinha!

 

Então as crianças pularam o muro por três vezes, para entrar, para sair, e para sair novamente, volto para dentro da casa, esqueci de comentar que a casa era muito limpa , mas era vazia não tinha moveis nenhum, só na cozinha tinha uma mesa de chocolate, e a única conversa que eu tive com a senhora, eu disse:

   -Mãe, nós só temos essa mesa feita de chocolate, precisamos vende-la, porque quando

encostamos nela, ela derrete fica mole, nós corremos o perigo de cairmos.

 

   Agora eu fico pensando, qual seria o significado dessas crianças?

 

   Se eu chamei a senhora de mãe, eu era a minha mãe?

 

   Mas nesta vida que ainda  estou vivendo, eu convivi com as duas, a minha mãe foi a única filha que a nona teve..então eu acho que deve ser uma encarnação bem antiga, 

 

   Até que eu gosto de fazer essas viagens.

 

   Mas mesa de chocolate essa foi demais, minha dedução que é um aviso para eu deminuir chocolate, adoro!

 

   Preciso viajar mais, para entender melhor o tempo de outrora!!!

 

   Amigos neste exato momento tenho que agradecer, minha vontade é gritar, tenho que exaltar!

 

   Essa é a palavra certa,essa é a palavra certa, sabem que horas são?

 

   02:30 horas, o tempo passou enquanto eu escrevia lentamente esta viagem!

 

   Graças à Deus estou sem dor!

 

   Minha mão praticamente está quase normal!

 

 

 

 

       Gratidão  Gratidão Gratidão

 

                   Jacyra Moreschi Franco

 

                         Campínas 22/ 07 /2021 

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