RETORNO

          Hoje eu começo novamente escrever para o blog, é mais uma oportunidade de escrever                                                        

 o melhor de mim, que são minhas ideías e dizer um pouco das minhas visões.

         Peço ao nosso Deus Pai e Mãe para que me oriente as palavras que possa faze-lo, no qual agradeço.

         Eu continuo com muitas dores, porém os meus olhos veem maravilhas coloridas e clarões, não como quando vai chover, mas sim como se passasse uma navalha ou uma espada                                                                                                                                                                                                                 

no ar, um risco de luz, e nesse momento com o choque da luz, o teto fica mais escuro,

e começam aparecer pelotinhos de nuvem branquinha; uma nuvem perto da outra e vai ficando lindo parecendo com vários carneirinhos, em seguida começa colorir,o tom de maravilha para o lilás o teto vai se colorindo e desce um pouco pelas paredes, depois vem chegando algumas estrelinhas...pisca aqui pisca ali..eu falo que se não forem estrelinhas serão perilampos ou vaga-lumes. 

         Mas outro dia uma mensagem do Arcanjo Miguel disse que alguém falou das luzes

que piscam que parece com vagalumes mas não são, as luzes que piscam são Fadinhas..se eu

já me encantava..agora muito mais...eu pensei..esta é para mim!

         Muitas noites eu chego a chorar agradecendo esta maravilha. Se hoje estou falando é porque eles dizem que eu preciso contar, mas já faz tempo que eu vejo pessoas, muitas pessoas todas vão passando, como se abrisse um portão e vão passando, algumas vezes cheguei a perguntar seu nome, mas nunca tive resposta; eles olham e vão desaparecendo, acho que não estou preparada para conversar. Antes das pessoas, eu via escritas no teto e nas paredes laterais. 

         O Jair, meu marido, faleceu há 5anos e 10 meses, e ainda quando esta vivo, isso acontecia mas coisas foram mudando, embora as paredes continuaram escritas. Eu digo meu Deus..meu Deus, a caligrafia é a minha e eu não consigo entender, e vou dizer uma coisa, é uma letra bonita, tudo que vejo é com os olhos fechados!

     Ao colorido do quarto, quando me deito sempre oro antes e é quando começa mudar o teto eu

não estou dormindo, sempre acordada eu fico esperando, tem dias que não acontece, e eu agradeço da mesma forma.

     O meu Chinin o gatinho preto lembram-se?

     Para mim foi mais um filho que eu perdi, e para ele eu era sua mãe, desde quando ele foi internado em uma clinica eu soube que sua doença não tinha cura, se passou um ano, e a doença foi aparecendo novamente, eu não queria fazer o pior, mas mesmo em meu colo ele

gritava de dor, meu Deus que judiação. Os remédios não aliviava...então levei-o para clinica

em meu colo enrrolado em uma manta, quando ele sentia o balanço do taxi, mais grito, eu passava minha mão em sua cabecinha e falava: - Calma filho a mamãe esta aqui com você, ele parava, ai meu Deus que agonia. Chegamos, a veterinária pediu para coloca-lo na mesa, ela foi abrindo as mantas e ele quieto, olhava para a Dra, para mim e para o teto, eu pensava ..será que ele esta vendo algum anjinho? Alguma coisa ele via, quietinho parecia que ele estava no Céu, a Dra pega seu bracinho e raspa, eu vejo os meus olhos achando que ele ira gritar nada acontece

em seguida raspa o bracinho ele caladinho, depois pega agulha para pegar a veia, outra vez 

eu aperto meu coração, ele nem liga ela pega uma ampola e diz, este liquido é para tirar a dor

assim ele vai relaxar. 

         Era impressionante o silêncio, olhando para ela e para mim, ela injeta o liquido ele fecha os seus olhos..eu pergunto ele morreu?- Não relaxou...toda vez que ela aplicava me dizia qual era a função. Minhas lágrimas rolaram em meu rosto o tempo todo, enquanto ali fiquei quieta, orando agradecendo á Deus e os Arcanjos, vendo que o seu sofrimento acabou!

    Já o vi duas vezes em meu quarto, agora ele sabe onde eu moro!

    Que Deus Seja Louvado!

    Tenho que agradecer também Dona Selma, que se ofereceu em ficar com ele, mesmo sabendo que ele era doente e não tinha cura, assim ela lhe deu um teto e carinho tirando-o da chuva e do frio.

    A responsabilidade sobre ele era minha, todos os dias deixando uma refeição e levando outra a tarde, como ele havia perdido os dentes eu só levava carne moída, fígado de galinha e dava seus

remédios, quando ele tentava comer ração sua boca sangrava, tratei-o até onde ele aguentou!

    Que Deus Seja Louvado!


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