Papai continuava no sanatório, todos os domingos era dia de
visita, mamãe como sempre não faltava, eu ia junto para ver papai, e também
viajar de trem.
Meu pai estava sempre nos esperando, quando chegávamos me beijava
na testa, e abraçava mamãe, ficavam conversando de mãos dadas, eu brincava com
uns cálices que caiam das árvores, acho que eram eucaliptos, poderia ser também
peãozinho. Passávamos à tarde toda.
Mamãe namorava, lembro que às vezes se abraçavam.
Quando saíamos para voltar, mamãe saia triste e quando subíamos no
trem ela chorava, eu não entendia mas alguns anos depois eu soube que, quando
meu pai foi para o sanatório conheceu alguém, então pediu permissão para ter
uma relação com essa pessoa e o dia que ele saísse do sanatório aquilo
acabaria, tudo isso porque não poderia ter relações com mamãe e ela...aceitou.
O tempo passava, ás vezes mamãe levava Valdemar também (agora ele
havia crescido um pouco), mas eu brigava com ele para ficar na janela, só que a
janela não poderia abrir, porque o nariz ficava preto, o trem era movido a
carvão ou a lenha.
Meu Deus que capítulo Jacyra! Triste porém lindo
ResponderExcluirSua mãe foi valente,! 💖
ResponderExcluirSua mãe foi valente! 💖
ResponderExcluirEu não conheci seu pai e desconhecia essa história do sanatório, foi muito triste...
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